terça-feira, 19 de novembro de 2013

Brasília Urgente: É de São Gonçalo o Prêmio Jovem Ciêntista

 
O 1º lugar da categoria Estudante do Ensino Superior do ‪#‎PJC2013‬ traz inovação do Nordeste! José Leôncio de Almeida Silva (foto), de 23 anos, é estudante do curso de Agronomia da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), no Rio Grande do Norte. O contraste do Nordeste entre um litoral exuberante e regiões áridas sempre chamou a atenção do jovem, que criou o projeto “Mistura de águas salinas como alternativa para a irrigação e produção de forragem no semiárido nordestino”, com orientação do professor José Francismar de Medeiros. No semiárido nordestino, a agricultura e pecuária, que garantem a sobrevivência de boa parte da população, são extremamente prejudicadas pela falta d’água durante as secas. Aliados a pouca disponibilidade de recursos hídricos para a prática agrícola no Brasil, os períodos de estiagem na região acabam forçando as famílias a abandonarem suas terras. A partir desse contexto, José Leôncio pesquisou sobre a possibilidade de produzir uma nova solução de água salina a partir da mistura entre a água proveniente do aquífero calcário Jandaíra - principal manancial e uma das maiores reservas de água dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte – com a água usada no abastecimento urbano e disponível em menor quantidade. O experimento foi utilizado na cultura de milho e sorgo – duas das que mais crescem atualmente no Nordeste –, que são adotadas especialmente por produtores locais. “A mistura é fácil de ser feita pelo pequeno produtor, afinal utiliza água da torneira”, comentou o estudante Durante a experiência, foram analisadas as variáveis do tamanho da folha, matéria seca total e teor de proteína. Apesar dos níveis salinos terem influenciado nas outras variáveis, os teores de proteína nas plantas não tiveram variação em função do aumento da salinidade. A mistura de águas é uma alternativa viável no cultivo e no desenvolvimento de plantas forrageiras na região semiárida do Nordeste durante períodos de estiagem, que vai de abril a novembro. “O que eu fiz foi descobrir o nível de salinidade que as plantas forrageiras toleram. E, além disso, que a mistura de águas salinas poderia ser utilizada não somente nos períodos de seca, mas também ao longo de todo o ano”, concluiu José Leôncio.