segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014



Novo aeroporto do RN está 

à espera de definições

Publicação: 16 de Fevereiro de 2014 às 00:00

Renata Moura e Vinícius Menna
Editora e Repórter

O primeiro aeroporto do Brasil concedido à iniciativa privada está em fase de conclusão no Rio Grande do Norte e se prepara para receber os primeiros voos no dia 15 de abril. A cerca de dois meses da data prevista para inauguração, no entanto, questões relacionadas à operação estão indefinidas.

O processo de migração das companhias aéreas do atual para o novo aeroporto, erguido a 40Km de Natal, no município de São Gonçalo do Amarante, é um dos pontos ainda em discussão. O que as empresas já sabem é que terão pouco tempo para a mudança.

A previsão do consórcio Inframérica, que está construindo e vai operar os terminais, é entregar as instalações no dia 27 de março, para o início da transição.

Essa mudança é necessária porque o aeroporto atual, o Augusto Severo, vai deixar de operar voos comerciais e deve ser entregue à Força Aérea Brasileira em data ainda indefinida, após a Copa.

“Serão menos de 30 dias (para a mudança). Não é ideal, mas vamos procurar nos adaptar”, diz o diretor de Segurança e Operações de Voo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear),  Ronaldo Jenkins. O ideal, diz ele, seriam 90 dias.

Uma reunião que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) convocou para esta terça-feira (18), em Brasília, deverá trazer definições sobre o assunto. “A partir dessa reunião vamos estudar se o prazo é exequível”, diz Jenkins. “Mas não existe, por parte das empresas aéreas, interesse em criar qualquer obstáculo à transferência”, frisa.

O Inframérica afirma que não há previsão de alteração do cronograma, no momento. Também frisa que, na Copa, todos os voos comerciais estarão no Aeroporto Governador Aluízio Alves, que está erguendo em São Gonçalo do Amarante.

Durante o mundial, no entanto, há a possibilidade, já confirmada, de o Augusto Severo continuar aberto. Como será usado ainda é uma incógnita. O que é certo é que as aéreas não vão operar nos dois aeroportos.